O Vianense
ANO XXIX - Edição de 15-08-2010
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Arquivo: Edição de 15-06-2010

SECÇÃO: Opinião

O MUNDO DIVIDIDO PELA RIQUEZA

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Na segunda parte do século XX, o Mundo estava envolvido numa guerra fria e dividido politicamente em três partes : o mundo comunista, o mundo das nações não comunistas , as nações que não alinhavam com aquelas duas ideologias, formavam o Terceiro mundo. Este termo (3º. Mundo), passa a ser depreciativo e foi substituído por nações subdesenvolvidas. Com o tempo, este último termo também veio a ter conotações negativas e desse modo os economistas e os homens de negócios começaram a usar o termo nações em desenvolvimento. Assim, essa terminologia das palavras deixou de enfatizar as diferenças económicas. Actualmente, jamais existe um mundo dividido nas três políticas referidas, porquanto, em sentido económico e industrial, as diferenças entre nações desenvolvidas e não desenvolvidas, ainda são uma realidade.Portanto, subsiste uma pergunta : - Será que o destino do mundo é continuar economicamente dividido ou é possível que os ricos e são tantos e pobres, consigam a igualdade, tendo o mesmo padrão de vida ?.
Infelizmente, seja qual for a termologia usada para descrevê-los, os países altamente ricos, talvez por vaidade, ainda se orgulham de de ter um elevado padrão de vida.Estes países dizem : pertencemos a um mundo diferente, mas nem pensam nisso, porque nesses países sem dúvida também há pobres, também há miséria, portanto, existem dois padrões de vida. A opulência e a desgraça.Infelizmente, não é preciso olhar para esses países do chamado terceiro mundo, ou em desenvolvimento. E o nosso país ?. Mesmo à nossa porta essa miséria existe. Muito próximo existem as grandes vivendas, os bólides de luxo, férias em lugares paradísiacos, enfim, uma óptima vida.Em simultâneo, vemos os casebres onde moram ou vegetam seres humanos, onde a fome, miséria moral e material sem dúvida existe. E para agravar mais essa crise, porque para uma minoria, os espertos, a vida sim, é uma super-vida. Não importa de onde veio esse vil metal, causador de tanto mal, o que importa é possui-lo, deste modo, talvez mais uma perguntinha: - Quando será que os homens, esses “grandes homens“ encontram uma política incorruptível para desse modo corrigir esta injustiça social ?
A História não se engana dizendo : Não confies nos ricos, nem no filho do homem rico, a quem não pertence a salvação, porque ele, apenas só pensa em acumulação ...... de riqueza, mesmo que o seu semelhante sofra.
Mas o que eu estou aqui a fazer ?. Hoje o mundo mudou tenho de me mentalizar dessa mudança. Cada um, safa-se como melhor puder e souber, tantas vezes com as “devidas” benesses. E as regras da sociedade ?.
São letra morta.
Salvador J. Pestana de Carvalho



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